8 de janeiro: STF forma maioria para manter penas de condenados do núcleo 3

segunda-feira 23 fevereiro de 2026, às 21h 23min
8 de janeiro: STF forma maioria para manter penas de condenados do núcleo 3
Resumo

A 1ª Turma do STF decidiu manter a condenação de sete réus ligados ao suposto golpe de Estado durante o governo Jair Bolsonaro. O julgamento, iniciado em fevereiro, inclui acusações de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Os réus, alguns militares, planejavam ações violentas e disseminaram notícias falsas sobre as eleições.


Íntegra

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta segunda-feira, 23, para manter a condenação de sete réus do núcleo 3 da suposta trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e o início da atual gestão federal. O processo é referente aos atos de 8 de janeiro de 2023.

O colegiado realiza o julgamento dos recursos protocolados pela defesa dos condenados. O julgamento virtual começou no dia 13 de fevereiro e deverá ser finalizado nesta terça-feira, 24.

No núcleo, há militares que faziam parte do grupamento de forças especiais do Exército, identificados como "kids pretos". Até o momento, Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, e os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino votaram para manter as condenações, que foram definidas em novembro do ano passado. Falta o voto de Cármen Lúcia.

As condenações ocorreram pelos delitos de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Os réus foram acusados pela Procuradoria-Geral da República de planejar ações táticas para efetivar o suposto plano golpista e tentar sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O grupo também teria disseminado notícias falsas sobre as eleições e feito pressão junto ao alto comando das Forças Armadas para aderirem ao movimento.


Link da Notícia