Advogada que defende líderes de facções quer que PM de Santa Catarina atue com câmeras corporais

domingo 15 fevereiro de 2026, às 12h 08min
Advogada que defende líderes de facções quer que PM de Santa Catarina atue com câmeras corporais
Resumo

A advogada Flávia Pinheiro Fróes protocolou no STF um pedido para que a Polícia Militar de Santa Catarina não realize operações em favelas sem câmeras corporais acionadas continuamente. A ação, na ADPF 635, busca aumentar a transparência das atividades policiais e combater a letalidade, conforme argumentado pelo Instituto Anjos da Liberdade, admitido como amicus curiae.


Íntegra

A advogada Flávia Pinheiro Fróes, que atua na defesa de líderes de facções criminosas, protocolou, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para que a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) seja impedida de realizar operações em favelas sem câmeras corporais acionadas de forma contínua.

Ela apresentou a ação no âmbito da ADPF 635, mais conhecida como "ADPF das Favelas", sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O Instituto Anjos da Liberdade (IAL), admitido como amicus curiae no processo, afirma que há um padrão de letalidade policial no Estado associado à ausência de gravações audiovisuais.

No jargão jurídico, amicus curiae (expressão em latim que significa "amigo da Corte") é a entidade ou pessoa autorizada pelo tribunal a participar do processo para oferecer informações, dados técnicos ou argumentos jurídicos, mesmo sem ser parte direta da ação.

A entidade requer que operações e patrulhamentos táticos sejam proibidos quando não houver acionamento integral e ininterrupto das câmeras, sob pena de responsabilidade funcional e nulidade dos atos praticados.

O texto alega também que o uso das câmeras fortalece o controle externo da atividade policial e contribui para a transparência das investigações.


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