Alckmin justifica aliança com Lula por 'apreço pela democracia'

sábado 7 fevereiro de 2026, às 08h 38min
Alckmin justifica aliança com Lula por 'apreço pela democracia'
Resumo

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro, justificou sua aliança com Lula como um compromisso com a democracia. Em entrevista, criticou a postura de Jair Bolsonaro após as eleições de 2022, mencionando tentativas de golpe. Alckmin, ex-membro do PSDB, expressou descontentamento com o partido e se definiu como social-democrata, atribuindo o crescimento da direita a eventos da política recente.


Íntegra

O vice-presidente e ministro responsável pelo Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSD), afirmou que sua decisão de formar uma aliança com o presidente Lula (PT) foi orientada pelo compromisso com a democracia. Em entrevista exibida no programa Visão Crítica, da Jovem Pan News, Alckmin declarou que a principal linha divisória no cenário político está entre os que valorizam a democracia e os que não a respeitam.

Durante a conversa, Alckmin avaliou o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depois de perder as eleições em 2022, mencionando que houve "tentativa de golpe". "Eu vi em 2022 eles perdendo a eleição e teve uma tentativa de golpe, imagine se tivessem ganhado", afirmou Alckmin.

O vice-presidente também comentou sobre sua saída do PSDB, legenda em que teve papel de destaque, e criticou o rumo tomado pelo partido. Ele explicou que, para ele, "política se faz com convicção", sinalizando insatisfação com as escolhas da sigla. Questionado sobre sua posição ideológica, Alckmin se definiu como "um social democrata", sem se identificar com os polos tradicionais.

Ao analisar o crescimento da direita, Alckmin atribuiu parte desse fenômeno à Operação Lava Jato e ao atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora (MG), fatores que, segundo ele, "alteraram o curso eleitoral".


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