Aliados de Lula silenciam depois de rebaixamento de escola que fez enredo sobre o petista

quinta-feira 19 fevereiro de 2026, às 07h 32min
Aliados de Lula silenciam depois de rebaixamento de escola que fez enredo sobre o petista
Resumo

O rebaixamento da escola de samba que homenageou Luiz Inácio Lula da Silva gerou críticas de opositores, que ligaram o resultado à gestão do presidente. Enquanto figuras governamentais oparam em silêncio, petistas planejam pesquisas para entender o impacto do episódio. A Arquidiocese do Rio e a OAB-RJ manifestaram preocupação com símbolos religiosos na apresentação.


Íntegra

Enquanto o rebaixamento da escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repercute, figuras ligadas ao governo federal não abordaram publicamente o tema. O silêncio de lideranças petistas contrasta com manifestações de integrantes da oposição, que associaram o resultado do desfile à gestão do presidente.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, parabenizou as escolas classificadas para o Desfile das Campeãs e elogiou a presença da cultura amazônica nos enredos. Já Marcelo Freixo, presidente da Embratur, preferiu destacar a vitória da Viradouro, ressaltando a relevância cultural e econômica do carnaval.

O desfile da escola provocou críticas de parlamentares de oposição. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, afirmou que "Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo". Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ex-vereador, comentou que a escola "desagradou a maioria, usou a máquina pública e ainda saiu do desfile para uma derrota humilhante".

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, afirmou que o rebaixamento da escola ilustra o que considera ser o impacto negativo do atual governo. "A escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil", disse Nikolas. "Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada."

Petistas planejam realizar pesquisas nas próximas semanas para dimensionar os efeitos do episódio e, a partir daí, definir estratégias para dialogar com o público evangélico. Em 2022, Lula divulgou uma "Carta ao Povo Evangélico" na reta final da campanha, reafirmando compromisso com a liberdade religiosa.

A repercussão da ala polêmica também gerou reações oficiais. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifestou preocupação com o uso de símbolos cristãos e da família em manifestações culturais consideradas ofensivas. A OAB-RJ divulgou nota de repúdio, alegando intolerância religiosa por parte da escola.


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