Amigo de Toffoli e ex-sócio do Tayayá é excluído de evento com Mendonça

terça-feira 24 fevereiro de 2026, às 12h 50min
Amigo de Toffoli e ex-sócio do Tayayá é excluído de evento com Mendonça
Resumo

O empresário Alberto Leite, amigo do ministro Dias Toffoli, foi removido da lista de palestrantes de um seminário na Alemanha. A conexão de Leite com o Judiciário se tornou conhecida após Toffoli assistir a um jogo de futebol em seu camarote. Leite possui relação com o resort Tayayá e foi envolvido em investigações ligadas ao Banco Master, que agora está sob relatoria de André Mendonça.


Íntegra

O empresário Alberto Leite, amigo do ministro Dias Toffoli e ex-sócio do resort Tayayá, foi removido da lista de palestrantes de um evento que ocorrerá na Alemanha entre os dias 2 e 5 de março. O seminário, promovido pelo Instituto Diálogos Intercontinentais (DInter) em Frankfurt, contará com a presença do ministro André Mendonça, que assumiu neste mês a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

A exclusão do nome de Leite da programação ocorreu nesta semana. A ligação entre o empresário e o Judiciário tornou-se pública em 2024, quando Toffoli assistiu à final da Champions League em um camarote de Leite, em Londres. Posteriormente, revelou-se que o empresário foi sócio do resort Tayayá por cinco meses, logo que os irmãos de Dias Toffoli venderam a participação no empreendimento, localizado em Ribeirão Claro (PR).

Segundo o portal Metrópoles, as investigações revelam que, em fevereiro de 2025, Alberto Leite adquiriu o fundo Arleen, que detinha 16% do resort Tayayá. Antes da transação, o fundo pertencia ao fundo Leal, controlado por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Na ocasião da compra, as suspeitas de fraude que envolvem a instituição financeira ainda não haviam vindo à tona.

André Mendonça tornou-se o relator do inquérito do Banco Master no lugar de Toffoli, que deixou o processo sob pressão. A Polícia Federal (PF) apresentou um relatório que indica menções ao nome de Toffoli no celular de Vorcaro. Em diálogos obtidos pelos investigadores, o banqueiro teria relatado cobranças por pagamentos referentes ao resort Tayayá.


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