AtlasIntel: Desaprovação vai a 51,5% e Lula perde fôlego na disputa de 2026

quarta-feira 25 fevereiro de 2026, às 08h 30min
AtlasIntel: Desaprovação vai a 51,5% e Lula perde fôlego na disputa de 2026
Resumo

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revela que a desaprovação ao governo de Lula alcançou 51,5%, com a aprovação em 46,6%. Essa mudança, em relação a janeiro, sugere um aumento na insatisfação popular e um efeito nas intenções de voto, com Lula perdendo terreno em simulações eleitorais. O cenário competitivo desafia o governo a reverter a tendência negativa.


Íntegra

A desaprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 51,5%, segundo a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25). A aprovação ficou em 46,6%, enquanto 1,8% disseram não saber avaliar.

Em janeiro, a desaprovação era de 50,7% e a aprovação de 48,7%. A diferença negativa, que era de 2 pontos percentuais, sobe agora para 4,9 pontos. A marca acima de 50% consolida maioria absoluta de avaliação desfavorável.

O avanço da desaprovação ocorre no mesmo intervalo em que o presidente registra recuo nas simulações eleitorais. No primeiro turno, Lula caiu de 48,8% em janeiro para 45% agora. No segundo turno contra Flávio Bolsonaro, passou de 49,2% para 46,2%.

Os dois líderes reiteraram interesse em concluir com rapidez as negociações do Acordo MERCOSUL – EAU para o estabelecimento de uma Parceria Econômica Abrangente.

No lado oposto, Flávio avançou de 35% para 37,9% no primeiro turno e de 44,9% para 46,3% no segundo turno. O cenário que antes indicava vantagem do presidente passou a apontar empate numérico dentro da margem de erro.

A deterioração da avaliação do governo ajuda a explicar o encurtamento da disputa. Quando a desaprovação supera a aprovação e atinge maioria absoluta, cresce a propensão do eleitorado a considerar alternativas. O movimento captado pela pesquisa sugere que parte desse deslocamento já se reflete nas intenções de voto.

A combinação de saldo negativo na avaliação e redução da vantagem eleitoral transforma o cenário em disputa aberta. A trajetória das próximas rodadas dependerá da capacidade do governo de reverter o índice de desaprovação ou impedir que ele continue se convertendo em perda de apoio nas urnas.


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