Bessent cita Milei e Lula e diz EUA e América Latina têm 'oportunidade geracional'

terça-feira 10 fevereiro de 2026, às 11h 59min
Bessent cita Milei e Lula e diz EUA e América Latina têm 'oportunidade geracional'
Resumo

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o segundo mandato de Donald Trump oferece uma oportunidade para redesenhar relações com a América Latina, unindo poder econômico e militar. Ele citou a Argentina como exemplo de apoio a Javier Milei e destacou a boa relação entre Trump e Lula no Brasil, expressando otimismo sobre políticas pró-mercado na região.


Íntegra

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (10) que o segundo mandato do presidente Donald Trump enxerga uma grande oportunidade para redesenhar as relações dos EUA com a América Latina, combinando instrumentos de poder econômico e militar para influenciar rumos políticos na região.

"Eu acho que esta é uma oportunidade geracional", disse Bessent, durante evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Segundo ele, governos latino-americanos interessados em adotar políticas mais pró-mercado teriam sido negligenciados durante a administração Barack Obama, o que, na visão do secretário, teria representado uma chance perdida de maior aproximação econômica.

Bessent citou a Argentina como um dos principais exemplos da atuação americana recente. O Tesouro dos EUA ofereceu apoio econômico ao então candidato Javier Milei durante o período eleitoral, em meio ao que ele classificou como tentativas de desestabilização promovidas por forças ligadas ao kirchnerismo.

"O presidente Trump o endossou, e havia tentativas de usar forças de mercado para fazer com que ele perdesse apoio", afirmou. Segundo Bessent, o suporte econômico ajudou a atravessar o período eleitoral, que classificou como "notavelmente bem-sucedido", com desempenho acima do esperado nas urnas.

Ele destacou ainda a expansão do apoio de Milei entre jovens e camadas mais pobres da população, segundo sua avaliação.

Ao falar sobre o Brasil, Bessent afirmou que, após um início "acidentado", Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceram uma "boa relação pessoal".

"Os mercados costumam reagir primeiro à possibilidade de boas políticas, com uma reprecificação, e depois pode haver volatilidade. Caberá aos governos entregar", afirmou. Apesar disso, disse estar otimista com a região e reforçou que os EUA querem apoiar países latino-americanos que adotem políticas consideradas responsáveis.


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