Bragantino avaliar punir zagueiro Gustavo Marques após fala machista sobre árbitra

domingo 22 fevereiro de 2026, às 14h 30min
Bragantino avaliar punir zagueiro Gustavo Marques após fala machista sobre árbitra
Resumo

O Red Bull Bragantino analisará medidas disciplinares contra o zagueiro Gustavo Marques, após comentários machistas sobre a árbitra Daiane Muniz, após a eliminação da equipe no Campeonato Paulista. O clube repudiou a fala do atleta e pediu desculpas, enquanto Marques, em sua retratação, afirmou que suas palavras não representam seus valores e reiterou o respeito por todos os árbitros.


Íntegra

O Red Bull Bragantino informou que analisará, nos próximos dias, quais medidas disciplinares poderão ser aplicadas ao zagueiro Gustavo Marques por causa de um comentário considerado machista após a eliminação da equipe no Campeonato Paulista.

A declaração foi feita logo depois da derrota por 2 a 1 para o São Paulo, resultado que tirou o time de Bragança Paulista da competição. Autor do gol da equipe, o defensor criticou a arbitragem e questionou a escolha de uma mulher para comandar uma partida que classificou como "desse tamanho", referindo-se à árbitra Daiane Muniz.

Em nota divulgada nas redes sociais, o clube reforçou o pedido de desculpas às mulheres e, de forma especial, à árbitra. No comunicado, a diretoria afirmou que não concorda com o teor da fala e repudiou o posicionamento do atleta. O texto também destacou que, ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo Diego Cerri foram ao vestiário da equipe de arbitragem para reconhecer o erro e apresentar desculpas pessoalmente, além de conversarem com a imprensa.

Após a repercussão negativa, Gustavo Marques voltou a falar com jornalistas e disse ter procurado Daiane para se retratar. Ele afirmou que agiu de maneira impulsiva e relatou ter recebido cobranças da esposa e da mãe pelo teor da declaração. O zagueiro declarou que o que disse não representa seus valores e reiterou o pedido de perdão a todas as mulheres, acrescentando que árbitros — homens ou mulheres — merecem respeito por estarem exercendo seu trabalho.

O Bragantino ressaltou que a frustração pela eliminação não pode servir de justificativa para atitudes desse tipo e garantiu que o caso será avaliado internamente antes da definição de eventual punição.


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