Câmara da Argentina aprova reforma trabalhista antes de votação final no Senado

sexta-feira 20 fevereiro de 2026, às 06h 36min
Câmara da Argentina aprova reforma trabalhista antes de votação final no Senado
Resumo

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou um polêmico projeto de reforma trabalhista apoiado pelo presidente Javier Milei, apesar de protestos e uma greve nacional dos sindicatos. A proposta, que visa estimular investimentos e aumentar o emprego formal, recebeu 135 votos a favor. Sindicatos temem que a reforma ameace direitos trabalhistas, incluindo o direito à greve.


Íntegra

BUENOS AIRES, 20 Fev (Reuters) – A ⁠Câmara dos Deputados do ⁠Congresso argentino aprovou na madrugada desta sexta-feira um ‌controverso projeto de reforma trabalhista apoiado pelo presidente Javier Milei, apesar de uma ‌greve nacional dos sindicatos que se opõem às mudanças e que paralisou partes do país.

Os investidores têm acompanhado de perto a medida, aprovada por 135 votos a ⁠favor ‌e 115 contra, para ver se ⁠Milei tem poder para continuar implementando sua agenda de livre mercado.

O governo afirma que o projeto, aprovado na semana passada pelo Senado com o apoio ​do partido governista e de seus aliados de centro-direita, estimulará os investimentos ​e aumentará o emprego formal.

Os parlamentares debateram as modificações na madrugada, antes de enviar o projeto de volta ao Senado para votação final e aprovação. ‌Entre as mudanças estava a ​remoção de um artigo que reduzia os benefícios relacionados à saúde dos trabalhadores.

"De que adianta toda uma ⁠biblioteca de ​legislação trabalhista ​se, no final das contas, o sistema que ela ⁠estabelece não serve para ​criar empregos?", questionou o deputado do partido do governo Lisandro Almirón durante o debate ​sobre o projeto.

No entanto, os sindicatos afirmam que a reforma proposta ameaça ​proteções trabalhistas ⁠de longa data, incluindo o direito à greve.

Um dos principais ⁠sindicatos do país, o CGT, convocou uma paralisação de 24 horas na quinta-feira por parte dos trabalhadores dos transportes, funcionários do setor público e bancários.


Link da Notícia