Carnaval 2026 deve levar 4,7 milhões de turistas a SP e injetar R$ 7,3 bi na economia

domingo 8 fevereiro de 2026, às 10h 44min
Carnaval 2026 deve levar 4,7 milhões de turistas a SP e injetar R$ 7,3 bi na economia
Resumo

O Carnaval de 2026 promete atrair 4,7 milhões de visitantes a São Paulo, gerando R$ 7,3 bilhões. O evento destaca a diversificação turística e a importância econômica da festa, além de promover sustentabilidade: 88% dos municípios implementam iniciativas ambientais. Com blocos e desfiles, o carnaval paulista reafirma seu papel na valorização cultural e na criação de empregos fora dos circuitos tradicionais.


Íntegra

O Carnaval de 2026 deve reforçar São Paulo como um dos principais polos turísticos do país durante a maior festa popular brasileira. A expectativa é de que 4,7 milhões de pessoas circulem por destinos paulistas ao longo do feriado, segundo projeções do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).

O volume estimado representa um avanço de cerca de 4,75% em relação ao Carnaval de 2025 e deve resultar em uma movimentação financeira direta de R$ 7,3 bilhões. O cálculo considera um gasto médio de R$ 1.543 por visitante, incluindo despesas com hospedagem, alimentação, transporte, compras e serviços turísticos.

Os dados foram consolidados a partir de uma sondagem realizada pelo CIET com 140 municípios paulistas que concentram parte relevante da programação carnavalesca, abrangendo desde grandes centros urbanos até cidades do litoral, interior e estâncias turísticas.

Para a Setur-SP, o resultado reflete a diversificação da oferta turística do Estado e o impacto do Carnaval como indutor de renda e emprego fora dos circuitos tradicionais.

Além do efeito econômico, o levantamento mostra avanço nas ações de sustentabilidade e preservação cultural associadas à festa. Segundo o CIET, 88% dos municípios informaram adotar iniciativas de conscientização ambiental voltadas aos foliões, enquanto 90% declararam implementar medidas para reduzir impactos sobre o meio ambiente e o patrimônio histórico.

Entre as práticas mais citadas estão a ampliação da coleta de resíduos em áreas de grande circulação, a instalação de banheiros ecológicos, o controle de acesso a zonas ambientais sensíveis e campanhas educativas durante o período festivo. No campo cultural, 93% das cidades apontaram o Carnaval como ferramenta de valorização ou resgate das tradições locais.

Com blocos de rua, desfiles e eventos espalhados por todo o território estadual, a avaliação da Setur-SP é de que o Carnaval paulista consolida um modelo descentralizado, com ganhos econômicos relevantes e maior preocupação com sustentabilidade e identidade cultural.


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