Caso Master: Toffoli manda PF enviar conteúdo encontrado em celulares e computadores

quinta-feira 12 fevereiro de 2026, às 13h 47min
Caso Master: Toffoli manda PF enviar conteúdo encontrado em celulares e computadores
Resumo

O ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master, ordenou à Polícia Federal que envie ao STF os dados apreendidos em celulares e computadores na investigação. Ele responde a dificuldades da defesa em acessar laudos periciais. A PF também apresentou um relatório sobre o celular de Daniel Vorcaro, mencionando Toffoli, que recebeu um pedido de suspeição, contestado por seu gabinete.


Íntegra

O ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta-feira que a Polícia Federal (PF) envie à Corte os dados de todos os celulares e computadores apreendidos e periciados na investigação.

No documento, Toffoli responde a um requerimento de defesa que relatou dificuldades na obtenção de cópias de laudos periciais eletrônicos disponibilizados pela PF, que alegou problemas técnicos e necessidade de autorização judicial específica em razão do enorme volume de arquivos armazenados.

Diante disso, o ministro ordenou especificamente que a Polícia Federal encaminhe ao STF, integralmente, o conteúdo dos aparelhos e de outras mídias apreendidos; envie os laudos periciais completos sobre esses materiais, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos e remeta outros elementos de prova já documentados que ainda não integrem o inquérito.

O despacho destaca que essas medidas devem ser cumpridas imediatamente para garantir o exercício pleno da defesa no processo.

Nesta semana, a PF entregou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin,  um relatório pericial sobre o celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, que teria identificado menções ao nome do ministro Dias Toffoli em mensagens encontradas no aparelho. A informação foi inicialmente relatada por veículos como UOL e confirmada pelo GLOBO. Após esse encaminhamento, um pedido de suspeição contra Toffoli foi aberto na Corte.

Na quarta-feira, em nota, o gabinete de Toffoli afirmou ter recebido um "pedido de declaração de suspeição" elaborado pela PF para se afastar da relatoria do caso do Banco Master, mas tratou o relatório entregue a Fachin como baseado em "ilações".

"O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte", diz a nota.


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