Com voto de Moraes, STF retoma julgamento de acusados de mandar matar Marielle

quarta-feira 25 fevereiro de 2026, às 09h 36min
Com voto de Moraes, STF retoma julgamento de acusados de mandar matar Marielle
Resumo

O julgamento iniciado em 24 de outubro analisou o caso do atentado que vitimou Marielle Franco. O subprocurador-geral defendeu a condenação dos cinco réus, enquanto seus advogados pleitearam a absolvição, questionando a credibilidade da delação de Ronnie Lessa. O STF decidirá sobre as condenações de Domingos e Chiquinho Brazão, além de outros implicados.


Íntegra

O primeiro dia de julgamento, nesta terça-feira, 24, teve a leitura do relatório pelo próprio relator. Em seguida, o subprocurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, defendeu a condenação dos cinco réus.

Em seguida, falaram os assistentes de acusação. Entre eles estavam o advogado de Fernanda Chaves, única sobrevivente do atentado, e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que representa a mãe de Marielle, Marinete da Silva.

Além disso, os advogados dos réus também fizeram sustentações orais. Todos pediram a absolvição dos clientes e argumentaram que há contradições na delação premiada de Ronnie Lessa, o atirador do atentado.

Depois do fim das sustentações orais, a retomada do julgamento ocorreu com o voto de Moraes nesta quinta-feira. Depois dele, votarão os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, decana da Turma. Por fim, vota o presidente do colegiado, Flávio Dino.

A sessão vai definir se Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro; seu irmão, Chiquinho Brazão; e Rivaldo Barbosa serão absolvidos ou condenados.

A Primeira Turma também analisará a participação de Ronald Paulo de Alves Pereira e de Robson Calixto Fonseca. As acusações contra eles incluem ajudar na articulação dos assassinatos. O caso tramita no STF por causa da prerrogativa de foro de Chiquinho Brazão, que exercia mandato de deputado federal quando foi preso pela Polícia Federal em 2024.


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