Íntegra
No caso dos carros a combustão, não há muito espaço para questionamentos, já que basta considerar o trio formado por motor, câmbio e carroceria. No caso dos elétricos, a SoH (sigla em inglês para "State of Health"), que descreve o estado de saúde da bateria, se torna protagonista, e não é sem motivo. É que, nos carros a combustão, a quilometragem elevada costuma ser o principal alerta de desgaste, mas no caso dos elétricos o odômetro conta só metade da história.
Como a bateria representa, sozinha, até 50% do valor desses carros, um veículo que tem baixa quilometragem e que foi exposto a ciclos de recarga rápida ou temperaturas extremas pode ser um mau negócio se comparado a um modelo mais rodado, mas com a bateria melhor preservada.
Deu para perceber como é importante saber o estado da bateria dos carros elétricos, né? Para isso, vale ficar de olho no SoH, a métrica que te ajuda a identificar o que pode ser um carro vantajoso para a compra. Assim, tenha em mente que o nível de recarga mostra quanto "combustível" tem no "tanque" do carro, mas o SoH revela o tamanho deste "tanque" em comparação com o dia em que o veículo saiu da fábrica.
Em outras palavras, uma bateria com 90% de saúde significa que entrega 90% da autonomia original mesmo que esteja totalmente carregada. Portanto, cada ponto percentual perdido da saúde deve entrar no cálculo do valor do carro, que precisa levar em conta a depreciação do componente.
Já quem compra pode optar por análises com scanners, em que os profissionais conectam o equipamento a apps para extrair os dados do sistema de gerenciamento do carro e, assim, descobrem como está a saúde real das células de bateria. Por isso, a dica é conferir sempre o histórico de recargas do carro para conferir se o veículo foi recarregado de 0% a 100% muitas vezes.