Correios venderão 21 imóveis em leilões; objetivo é arrecadar R$ 1,5 bi até dezembro

sexta-feira 6 fevereiro de 2026, às 19h 44min
Correios venderão 21 imóveis em leilões; objetivo é arrecadar R$ 1,5 bi até dezembro
Resumo

Os Correios iniciaram a venda de 21 imóveis em um leilão programado para fevereiro, como parte de um plano de reestruturação para equilibrar suas finanças. A expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro. Além disso, a empresa prevê demitir até 15 mil funcionários até 2027 e fechar mil agências, buscando economizar R$ 2,1 bilhões anuais.


Íntegra

Os Correios colocaram imóveis da estatal à venda, em mais uma etapa do plano de reestruturação para equilibrar a situação financeira da empresa. Segundo anúncio desta sexta-feira, os primeiros leilões estão programados para os dias 12 e 26 de fevereiro.

Nesta primeira rodada, os Correios vão ofertar 21 imóveis. De acordo com os Correios, a expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro com este primeiro leilão e a venda de outros ativos que estão no processo de preparação.

Entre os imóveis que serão leiloados, estão prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais, com valores iniciais que variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões.

Segundo a empresa, a arrecadação das vendas será destinada ao fortalecimento das operações, à modernização da infraestrutura logística e à sustentabilidade de longo prazo da estatal.

Nesta semana houve a abertura das inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) previsto para cerca de 10 mil funcionários neste ano.

Segundo o plano anunciado pela empresa em dezembro, a expectativa é de que até 15 mil funcionários façam parte do plano de demissão até 2027. Os Correios estimam uma economia R$ 2,1 bilhões anuais com os desligamentos.

As demissões estão prevista para ocorrer ao longo de 2026 e 2027, com cerca de 10 mil cortes neste ano e mais cinco mil no ano que vem.

Além das demissões, os Correios também preveem o fechamento de mil agências, com um economia prevista de R$ 2,1 bilhões.

Mesmo com as medidas, os Correios devem apresentar um déficit de em torno de R$ 9 bilhões em 2025. A tendência é de que haja um prejuízo ainda maior no ano que vem, segundo o presidente da empresa. Os Correios só devem voltar a dar lucro a partir de 2027.

O plano será implementado para reverter 12 trimestres seguidos de prejuízos das empresa. Atualmente, a empresa enfrenta um déficit estrutural de mais de R$ 4 bilhões anuais por causa do cumprimento da universalização do serviço postal em locais remotos.


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