CPMI do INSS: PT quer depoimento de Flávio Bolsonaro    

quarta-feira 4 fevereiro de 2026, às 13h 43min
CPMI do INSS: PT quer depoimento de Flávio Bolsonaro    
Resumo

O deputado Rogério Correia (PT-MG) solicitou a convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para depor na CPMI do INSS, citando vínculos familiares e profissionais com o empresário Antonio Camilo Antunes. A assessoria de Flávio chamou o pedido de ação política, defendendo a inocência de sua funcionária. A análise do requerimento da CPMI ocorrerá em breve, dependendo da aprovação dos membros.


Íntegra

O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou na última segunda-feira, 2, um requerimento para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja convocado a prestar depoimento na CPMI do INSS. O pedido menciona uma suposta conexão indireta entre o parlamentar e o empresário Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Correia alega que Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis. Segundo a Polícia Federal, ele é sócio de Careca em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.

Em sua justificativa, Correia afirma que há "entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político" entre os envolvidos. "Suscita-se a existência de possível conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo liderado por Antonio Camilo Antunes", diz trecho do pedido.

A análise do requerimento deve ocorrer nesta quinta-feira, 5, na retomada dos trabalhos da comissão. No entanto, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, ainda precisa incluir a convocação na pauta, e os demais integrantes do colegiado devem aprová-la para que se torne efetiva.

A assessoria de Flávio reagiu à iniciativa de Correia e classificou o pedido como uma ação política. Em nota, argumentou que "a esquerda atua de forma covarde, contra uma mulher trabalhadora e que não tem absolutamente nenhum vínculo com o gigantesco esquema de corrupção do governo Lula".

"Letícia Caetano dos Reis é uma funcionária contratada meramente para cuidar da burocracia do meu escritório de advocacia e nada mais", informou o comunicado.

A nota destacou ainda que a legislação classifica o parlamentar como Pessoa Exposta Politicamente (PEP), o que o impede de atuar como administrador direto da empresa.


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