Íntegra
O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou na última segunda-feira, 2, um requerimento para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja convocado a prestar depoimento na CPMI do INSS. O pedido menciona uma suposta conexão indireta entre o parlamentar e o empresário Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Correia alega que Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis. Segundo a Polícia Federal, ele é sócio de Careca em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.
Em sua justificativa, Correia afirma que há "entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político" entre os envolvidos. "Suscita-se a existência de possível conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo liderado por Antonio Camilo Antunes", diz trecho do pedido.
A análise do requerimento deve ocorrer nesta quinta-feira, 5, na retomada dos trabalhos da comissão. No entanto, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, ainda precisa incluir a convocação na pauta, e os demais integrantes do colegiado devem aprová-la para que se torne efetiva.
A assessoria de Flávio reagiu à iniciativa de Correia e classificou o pedido como uma ação política. Em nota, argumentou que "a esquerda atua de forma covarde, contra uma mulher trabalhadora e que não tem absolutamente nenhum vínculo com o gigantesco esquema de corrupção do governo Lula".
"Letícia Caetano dos Reis é uma funcionária contratada meramente para cuidar da burocracia do meu escritório de advocacia e nada mais", informou o comunicado.
A nota destacou ainda que a legislação classifica o parlamentar como Pessoa Exposta Politicamente (PEP), o que o impede de atuar como administrador direto da empresa.