Íntegra
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não deve comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na próxima segunda-feira, 23. A ausência ganhou força depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), não autorizou o uso de jato particular para o deslocamento a Brasília.
Interlocutores do banqueiro afirmam que a decisão de faltar à CPMI está praticamente tomada. A principal preocupação alegada é com a segurança em voo comercial.
Mendonça, relator do caso no STF depois da saída de Dias Toffoli, decidiu na quinta-feira 19 que Vorcaro não é obrigado a comparecer à CPMI. O ministro autorizou deslocamento por voo comercial ou aeronave da Polícia Federal (PF).
A defesa pediu autorização para uso de jato particular, sob argumento de segurança e preservação de imagem, além de evitar tumultos em aeroportos. O pedido foi negado.
A CPMI do INSS antecipou o depoimento para tentar ouvir Vorcaro antes de outras comissões do Congresso. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), elogiou a decisão de Mendonça.
Vorcaro usa tornozeleira eletrônica desde novembro, quando foi preso no Aeroporto de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O banqueiro foi alvo da operação Compliance Zero da PF.
"Estamos tratando de viúvas, órfãos e aposentados que foram lesados", escreveu Viana nas redes sociais.