Íntegra
Você começa o dia com o alarme, acompanha as notícias, responde mensagens, manda e-mails, checa as redes sociais, ri de um meme, compartilha com seus amigos, e por aí vai... quando viu, parte da sua rotina teve a companhia dele: o celular. O excesso de telas e o uso abusivo da tecnologia é uma preocupação crescente para a saúde mental.
Os brasileiros passam, em média, 5,02 horas por dia usando o celular, de acordo com uma pesquisa lançada em 2024 da Data.AI, comportamento que nos coloca no top 5 dos países com mais tempo de tela diária.
Os sinais da dependência digital, segundo a psicóloga Luisa Sabino Cunha, se manifestam em comportamentos do dia a dia e tem relação até mesmo com a base do campo psíquico da pessoa, como sintomas de ansiedade, depressão ou compulsão.
Em entrevista ao Podcast Canaltech, a psicóloga explicou que essas condições dentro de um ambiente digital, como jogos, redes sociais e compras online, costumam se agravar e muita gente não se dá conta.
A presença excessiva tecnológica também é reflexo da dinâmica de "captura de atenção". Segundo a especialista, a própria função dos algoritmos e até a falta de transparência sobre os dados reforçam um comportamento cada vez mais isolado quando o uso intensivo da tecnologia se torna um problema de saúde.
Além disso, a ansiedade por ficar longe dos aparelhos também pode sinalizar a nomofobia. Essa condição traz sinais mais claros e preocupantes de dependência como taquicardia, sudorese, sensação de desespero e angústia. "Quando a gente fala da gravidade, do patológico, é porque a pessoa perde o controle. Ela não quer mais ficar [no celular], mas ela não consegue", explica Sabino.
Ao Podcast Canaltech, a psicóloga dá detalhes sobre como buscar ajuda e dá dicas de como manter uma relação saudável com a tecnologia. Ouça na íntegra!