Diretor do Paraná Pesquisas prevê eleição presidencial acirrada: 'Será 52% a 48%'

quarta-feira 11 fevereiro de 2026, às 19h 16min
Diretor do Paraná Pesquisas prevê eleição presidencial acirrada: 'Será 52% a 48%'
Resumo

Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, prevê uma eleição presidencial acirrada em 2023, similar a 2022, com margens apertadas. Levantamentos mostram alta rejeição a Lula (45,3%) e Flávio Bolsonaro (44,7%). Hidalgo aconselha Flávio a adotar alianças estratégicas, como Lula fez com Alckmin, mas destaca desafios com a rejeição do eleitorado de direita e a necessidade de buscar apoio no centrão.


Íntegra

O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, prevê uma eleição presidencial acirrada neste ano, nos moldes do resultado registrado em 2022. O especialista afirmou que quem levar a eleição o fará por uma diferença mínima: "Será 52% a 48%".

Recentemente, um levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas indicou que 45,3% dos brasileiros afirmam que não votariam de forma alguma em Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial deste ano.

Por outro lado, 44,7% declararam que também não votariam de jeito nenhum no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Outras pesquisas confirmam a diminuição da rejeição ao senador e o crecimento dele no cenário eleitoral.

Ao comentar os desafios dos principais candidatos, Hidalgo disse que o senador Flávio Bolsonaro deveria se espelhar na estratégia adotada pelo presidente Lula no pleito passado.

"Na questão das alianças, Lula foi perfeito", destacou o especialista em entrevista concedida ao programa Faroeste à Brasileira, da Oeste, nesta quarta-feira, 11. "Ele buscou Geraldo Alckmin, o que parecia impossível. Ele buscou algo que acrescentou. Flávio não pode buscar mais do mesmo, como o Jair Bolsonaro fez na eleição de 2022."

Questionado se isso não levaria Flávio Bolsonaro a ter de negociar com o centrão, Hidalgo disse que esse é um dos desafios do senador: "Buscar um quadro do centrão que acrescente."

O especialista também destacou que o senador tem uma dificuldade extra: a possível rejeição do eleitorado de direita a determinadas alianças.

De acordo com Hidalgo, o presidente Lula não repetirá o desempenho eleitoral que obteve no Nordeste na eleição passada. Para ele, o prejuízo eleitoral do petista se justifica pelo não cumprimento das promessas.

Na última eleição, o petista venceu o ex-presidente Jair Bolsonaro no Nordeste com uma diferença de mais de 12 milhões de votos no segundo turno.

Apesar da diferença, Hidalgo não acredita que um eventual vice nordestino na chapa de Flávio pesará no resultado.

Para o especialista em pesquisas, um dos nomes que melhor converteria votos para Flávio seria Romeu Zema, governador de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país.


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