Dólar hoje renova mínima desde maio de 2024, a R$ 5,18, com fluxo estrangeiro

quarta-feira 11 fevereiro de 2026, às 17h 47min
Dólar hoje renova mínima desde maio de 2024, a R$ 5,18, com fluxo estrangeiro
Resumo

O fluxo de investimentos estrangeiros impulsionou a queda do dólar, que fechou a R$5,1872, menor valor desde maio de 2024. A economia dos EUA criou 130 mil empregos, superando expectativas. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou que começará a "calibragem" da taxa de juros em março, ressaltando a importância de decisões cautelosas.


Íntegra

O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira foi mais uma vez decisivo para a queda do dólar ante o real nesta quarta-feira, em movimento que esteve em sintonia com recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.

A economia dos EUA abriu 130 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, acima dos 70 mil empregos previstos pelos economistas consultados pela Reuters.

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,20%, aos R$5,1872 — o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$5,1539. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,50%.

Às 17h03, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — caía 0,17% na B3, aos R$5,2025.

A divisa americana abriu em baixa, após fechar em alta na sessão anterior, com atenção para agenda carregada nesta quarta.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu nesta quarta-feira que a instituição pretende começar a "calibragem" da taxa de juros a partir de março, mas evitou dar sinais sobre o que será feito no restante do ano.

"A partir de janeiro, a gente decide sinalizar que antevê, em se confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária, a partir de março, justamente para que a gente consiga reunir mais confiança para iniciar este ciclo", comentou Galípolo em referência à sinalização, dada no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), de que o ciclo de cortes da Selic começará no próximo mês.

Ele defendeu que a instituição tenha "serenidade" em suas decisões para o restante do ano, que serão tomadas a partir dos dados econômicos, sob pena de prejudicar a própria política monetária.

No exterior, as apreensões sobre possíveis problemas causados pela inteligência artificial persistiam, enquanto os investidores aguardavam os dados de emprego dos EUA.


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