Dólar hoje sobe a R$ 5,23 e encerra semana com alta de 0,21%; no ano, queda é de 4,7%

sexta-feira 13 fevereiro de 2026, às 17h 24min
Dólar hoje sobe a R$ 5,23 e encerra semana com alta de 0,21%; no ano, queda é de 4,7%
Resumo

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 0,60% ante o real, com investidores buscando proteção antes do feriado de Carnaval. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,2%, levemente acima das expectativas. A aversão ao risco e a evolução do caso Banco Master impactaram o mercado. O dólar futuro também apresentou leve alta.


Íntegra

O dólar fechou a sexta-feira em alta ante o real, com parte do mercado buscando proteção antes do feriado prolongado de Carnaval, enquanto no exterior a divisa não exibia um sinal único ante as demais moedas de emergentes no fim da tarde.

Segundo relatório do Departamento do Trabalho divulgado nesta sexta-feira (13), o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% no mês, ante 0,3% em dezembro.

"O dólar avançou em relação ao real, refletindo aversão ao risco e o noticiário doméstico (incluindo novidades sobre o caso Banco Master e o envolvimento de novas peças no tabuleiro). O DXY também sobe, pressionado por buscas por ativos "safe-haven" em meio a expectativas de um Fed cauteloso em iniciar o ciclo de cortes, mas com o dado de inflação aumentando levemente as apostas de cortes com início em julho", afirma Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

O dólar à vista fechou a sessão com alta de 0,60%, aos R$5,2306. Na semana, a divisa acumulou elevação de 0,21% e, no ano, baixa de 4,71%.

Às 17h04, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,25% na B3, aos R$5,2415.

O consenso de mercado esperava um avanço de 0,3% na inflação americana comparação mensal e um crescimento maior de 2,5% na base anual. O indicador ganhou ainda mais peso após o relatório de emprego (payroll) divulgado na quarta-feira, que mostrou resiliência da economia americana. A leitura mais forte do mercado de trabalho levou investidores a reduzirem as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).

Nos mercados futuros, as expectativas de início do ciclo de afrouxamento monetário foram postergadas de junho para julho.


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