Eletrificados avançam, mas vendas de carros perdem fôlego em janeiro

quarta-feira 4 fevereiro de 2026, às 07h 00min
Eletrificados avançam, mas vendas de carros perdem fôlego em janeiro
Resumo

O mercado brasileiro de veículos leves começou 2026 com crescimento tímido, após um dezembro marcado por promoções. Em janeiro, emplacaram-se 161.803 unidades, uma queda de 38,9% em relação a dezembro, mas alta de 1,4% em relação a janeiro de 2025. O segmento de eletrificados mostrou resiliência, com 26.361 unidades vendidas, representando 16,3% do mercado. A BYD destaca-se na liderança dos eletrificados.


Íntegra

Após encerrar 2025 com promoções agressivas, o mercado brasileiro de veículos leves iniciou 2026 em marcha lenta. Dezembro foi um mês marcado por promoções e campanhas agressivas, mas agora o setor mostra crescimento tímido e sinais limitados de recuperação da demanda. Ao mesmo tempo, a eletrificação continua impulsionando a transformação do mercado de forma estrutural.

Dados da Bright Consulting indicam que janeiro somou 161.803 unidades emplacadas, o que representa queda de 38,9% em relação ao mês anterior. Apesar da redução, o cenário indica também uma alta de 1,4% em comparação com janeiro de 2025.

A média diária ficou em 7,7 mil emplacamentos, o que sugere que a euforia do final do ano passado foi pontual. Enquanto isso, o movimento atual sugere expansão do segmento e aumento de participação.

Mesmo com a queda nas vendas totais, o segmento de eletrificados continua firme e forte: em janeiro, foram comercializadas 26.361 unidades, total que representa 16,3% de participação de mercado. O destaque fica para os modelos eletrificados "de verdade" (excluindo os micro-híbridos), que somaram mais de 23 mil emplacamentos.

Na prática, o total revela que quase 90% dos carros do nicho já têm algum tipo de tração elétrica. Além disso, o o início de 2026 já mostrou que forças no ranking das montadoras vêm mudando — a BYD continua liderando nos eletrificados e já opera em volumes comparáveis àqueles dos fabricantes tradicionais do mercado nacional.

De forma geral, janeiro indica que o mercado apresenta crescimento tímido e dependente de fatores macroeconômicos. Mesmo assim, a transição energética continua com ritmo significativo, e se mostra cada vez mais integrada ao volume do setor.


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