Estudo liga carros elétricos à redução de gás ligado a AVC e doenças cardíacas

terça-feira 10 fevereiro de 2026, às 07h 09min
Estudo liga carros elétricos à redução de gás ligado a AVC e doenças cardíacas
Resumo

Uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia revela que a transição para carros elétricos reduziu os níveis de dióxido de nitrogênio (NO2) em áreas com maior adoção de veículos elétricos. O estudo, publicado na revista The Lancet Planetary Health, mostra uma queda de 1,1% do NO2 a cada 200 carros eletrificados, destacando a importância desses veículos na melhoria da qualidade do ar.


Íntegra

Os resultados da transição para os carros elétricos já são perceptíveis. Segundo uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos, os níveis de dióxido de nitrogênio (NO2) caíram conforme novos carros passaram a integrar a frota. Os resultados importam porque, além de poluente, o gás é conhecido por causar doenças cardíacas e AVC. O estudo foi publicado na revista The Lancet Planetary Health.

Para o estudo, os pesquisadores trabalharam com dados de alta resolução de satélites, que monitoram como o gás absorve e reflete a luz solar — e não há lugar melhor para a análise do que a Califórnia, já que o estado comporta a maior frota de carros elétricos do país.

Por lá, os elétricos e híbridos plug-in aumentaram de 2% para 5% entre 2019 e 2023; em média, cada bairro passou a somar 272 carros eletrificados durante o período analisado. Depois, a equipe dividiu os dados por bairros, e examinou as 1.692 zonas individualmente.

Os resultados mostraram uma queda de 1,1% nos níveis de dióxido de nitrogênio atmosféricos para cada 200 veículos eletrificados adicionados à frota. Embora vários estudos já tenham tentado estabelecer a relação entre carros elétricos e melhora do ar, este foi o primeiro a estabelecer a ligação com dados robustos.

Para evitar interpretações equivocadas, os autores desconsideraram 2020, que foi quando a pandemia reduziu de forma significativa a circulação dos carros. Ainda, levaram em conta fatores que poderiam influenciar o comportamento dos motoristas, como flutuações no preço da gasolina.

Finalmente, a contraprova do estudo foi a análise de áreas onde houve aumento dos carros a combustão. Como esperado, o composto ficou mais frequente nestas áreas.


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