Exército oficializa transferência de Mauro Cid para a reserva remunerada

sábado 21 fevereiro de 2026, às 17h 09min
Exército oficializa transferência de Mauro Cid para a reserva remunerada
Resumo

O Exército aposentou o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da presidência e figura central em investigações sobre um suposto golpe. Sua aposentadoria, solicitada em agosto, foi aceita em janeiro e terá efeito a partir de 2 de março. Cid receberá um salário proporcional de R$ 16 mil e deve desocupar a residência oficial em até 90 dias.


Íntegra

O Exército oficializou nesta semana a aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid, figura central das investigações sobre o chamado inquérito do "golpe" e ex-ajudante de ordens da Presidência. Por meio de uma portaria assinada na quarta-feira, 18, o general de Brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto transferiu o militar para a reserva remunerada. A medida terá efeitos práticos a partir do dia 2 de março, garantindo ao oficial o vencimento proporcional ao tempo de serviço.

A transferência ocorre decorrente de um pedido de aposentadoria antecipada que o próprio militar protocolou em agosto passado, pouco antes de sua condenação. O comando do Exército aceitou a solicitação em janeiro deste ano, encerrando a trajetória de Mauro Cid na ativa logo que o oficial completou 30 anos de serviços prestados à Força.

Aos 46 anos, o tenente-coronel passará a receber um salário líquido mensal de R$ 16 mil. Como a saída da ativa aconteceu antes do tempo regulamentar para a aposentadoria integral, o Exército calculou o benefício de forma proporcional. A portaria, assinada pelo diretor de Assistência ao Pessoal, assegura que o oficial mantenha os proventos aos quais fazia jus no momento da transição para a inatividade.

Segundo o portal Metrópoles, a mudança de status militar também traz implicações logísticas para a família de Mauro Cid. Com a oficialização da reserva, o ex-ajudante de ordens possui um prazo de até 90 dias para desocupar a residência oficial que ocupa na Vila Militar de Brasília. O imóvel, destinado exclusivamente a militares da ativa, deverá ser liberado para o próximo oficial designado pelo comando.


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