Flávio diz que acionará TSE contra 'crime' e ataques a Bolsonaro em desfile pró-Lula

segunda-feira 16 fevereiro de 2026, às 08h 52min
Flávio diz que acionará TSE contra 'crime' e ataques a Bolsonaro em desfile pró-Lula
Resumo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou uma ação no TSE contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula e criticou adversários políticos, incluindo Jair Bolsonaro. Ele alegou que o evento usou dinheiro público e incitou ataques à família. Embora não tenha havido pedido de votos, parlamentares da oposição questionam a legalidade do conteúdo do desfile.


Íntegra

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (16) que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado no domingo na Marquês de Sapucaí.

Em publicação na rede social X, o parlamentar escreveu: "Nossa ação contra os crimes do pt na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE!".

No mesmo post, Flávio também afirmou que, além de "ataques pessoais a Bolsonaro", o desfile teria atacado "o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA!". Ele concluiu a mensagem dizendo: "Vamos vencer o mal com o BEM!".

A manifestação ocorre após a apresentação da Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida um enredo sobre a trajetória de Lula e incluiu críticas a adversários políticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de referências a pautas defendidas pelo atual governo.

Parlamentares da oposição já vinham questionando o conteúdo do desfile e alegando possível propaganda eleitoral antecipada. O TSE havia rejeitado, antes da apresentação, pedidos para barrar o enredo, mas alertou para a necessidade de evitar atos que configurem ilícito eleitoral.

O desfile não teve pedido expresso de votos, o que é vedado pela Lei Eleitoral, e nem se tem conhecimento de uso indevido de recursos públicos. A Acadêmicos de Niterói teria tido acesso apenas ao patrocínio da Embratur dado igualmente às 12 escolas do Grupo Especial do carnaval do Rio. O Planalto também vedou o uso de verba pública para gastos pessoais de ministros que foram ao camarote na Sapucaí.


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