Ford tem "fórmula" para baratear carro elétrico e encarar chineses

segunda-feira 23 fevereiro de 2026, às 07h 05min
Ford tem "fórmula" para baratear carro elétrico e encarar chineses
Resumo

A Ford, superada pela BYD em vendas globais, está mudando sua estratégia para focar em carros elétricos mais baratos. A empresa planeja reduzir o tamanho das baterias para lançar modelos acessíveis, com preços de até R$ 150 mil. O CEO Jim Farley anunciou o objetivo de introduzir veículos compactos e uma picape elétrica até 2027, enfrentando desafios de custo e autonomia.


Íntegra

Ultrapassada pela BYD na lista das montadoras que mais vendem carros globalmente, a Ford sabe que terá que mudar sua estratégia para voltar ao jogo. Para isso, o foco principal está na produção de carros elétricos mais baratos, repetindo a fórmula que ajudou a colocar as marcas chinesas em posição de destaque.

Em um comunicado divulgado nesta semana, a marca estadunidense revelou ter descoberto o "segredo" para colocar em prática a fabricação de uma nova linha de EVs mais acessíveis.

A empresa anunciou que pretende reduzir o tamanho das baterias de seus carros elétricos e, assim, conseguir lançar modelos na faixa de até R$ 150 mil, compatíveis com os preços praticados por GWM, Geely, BYD e outras marcas de origem chinesa.

A ideia principal parte do princípio de que, ao diminuir a capacidade das baterias, os carros possam ser produzidos com custos reduzidos, sem comprometer a autonomia necessária para o uso urbano.

Embora tenha sido deixada para trás pela BYD e amargado prejuízos bilionários com seus carros elétricos nos últimos anos, a Ford não pensa em recuar ou desistir da eletrificação da frota. Para a Ford, a resposta passa por reposicionar seus produtos e apostar em veículos mais populares, em vez de focar apenas em modelos premium.

Segundo o CEO Jim Farley, a meta é lançar, já no próximo ano, modelos compactos e acessíveis, culminando em uma picape elétrica média prevista para 2027, com preço estimado em US$ 30 mil (cerca de R$ 156 mil). Essa faixa de valor é considerada estratégica para competir diretamente com os chineses e atrair consumidores norte-americanos e brasileiros.

O grande desafio da Ford será equilibrar custo e desempenho. Reduzir o tamanho das baterias pode significar menor autonomia, o que exige soluções inteligentes em design e eficiência energética. Além disso, a empresa precisa convencer o consumidor de que seus EVs de entrada são confiáveis e capazes de atender às necessidades diárias, sem a sensação de que terão tecnologias limitadas.


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