Governo suspende plano de privatizar hidrovias na Amazônia após protestos indígenas

segunda-feira 23 fevereiro de 2026, às 19h 08min
Governo suspende plano de privatizar hidrovias na Amazônia após protestos indígenas
Resumo

O governo federal suspendeu a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, após protestos de comunidades indígenas em Santarém (PA). O ministro Guilherme Boulos destacou a importância da decisão, que foi comemorada pelos grupos que ocupam o terminal da Cargill, preocupados com os impactos da privatização em suas comunidades.


Íntegra

O ⁠governo federal decidiu ⁠suspender o decreto que ‌autorizava a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins ‌e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, depois de cerca de um mês de protestos de comunidades ⁠indígenas ‌em Santarém (PA), que ao ⁠longo do final de semana ocuparam instalações da Cargill no município.

O Ministério de Portos e Aeroportos destacou que "atuará com firmeza na defesa da legalidade, da ordem pública e do interesse da sociedade"

'Os povos indígenas vêm de uma manifestação ​de mais de 30 dias questionando o decreto, apontando ​os efeitos que poderiam ter para suas comunidades, também para quilombolas e ribeirinhas', disse o ministro ‌da secretaria-geral da ​Presidência, Guilherme Boulos, que fez o anúncio da decisão depois de ⁠uma ​reunião com ​lideranças indígenas na tarde desta segunda-feira (23).

A decisão ⁠do governo ​foi comemorada pelos grupos que ocupam o terminal da ​Cargill em Santarém, segundo uma testemunha da Reuters no ​local.

As ⁠três hidrovias foram incluídas no PND ⁠em agosto de 2025 para estudos sobre a possível privatização.


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