Haddad nega pressão de Lula para disputar governo de São Paulo em 2026

sexta-feira 27 fevereiro de 2026, às 13h 12min
Haddad nega pressão de Lula para disputar governo de São Paulo em 2026
Resumo

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, negou rumores sobre sua candidatura ao governo de São Paulo em 2026, afirmando que não discutiu o assunto com Lula durante uma viagem recente à Índia e à Coreia do Sul. Haddad ressaltou que não houve pressão do presidente e que não conversou com o PT sobre o tema, mas admite a possibilidade de futuras discussões.


Íntegra

Questionamentos sobre uma possível candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo em 2026 voltaram à tona nesta quinta-feira, 26, mas o ministro da Fazenda descartou ter sido convencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a entrar na disputa. Ele declarou que, durante a viagem de oito dias à Índia e à Coreia do Sul, o tema eleitoral não foi discutido em nenhum momento.

Em conversa com a imprensa na sede do Ministério da Fazenda, Haddad contestou informações divulgadas pelo portal UOL, que apontavam uma suposta pressão de Lula para que ele concorresse ao Palácio dos Bandeirantes. "Não houve essa conversa. Não tratamos de eleição em nenhum momento da viagem de 8 dias, nem no avião, nem nas visitas", afirmou o ministro.

O ministro também informou que participaria de um jantar com Lula no Palácio da Alvorada ao lado de sua mulher, Ana Estela, nesta quinta-feira, 26, mas ressaltou que a pauta do encontro não foi divulgada previamente. Ainda segundo Haddad, não há discussões programadas para tratar diretamente de eleições durante esse encontro.

Haddad acrescentou que não houve qualquer diálogo recente com integrantes do PT sobre a possibilidade de candidatura, desconhecendo as fontes que sugerem que ele já teria aceitado o desafio. "Eu não conversei com ninguém do PT sobre esse assunto", disse.

Apesar de admitir duas conversas anteriores com Lula sobre o tema, ambas consideradas "não conclusivas", Haddad reconheceu a possibilidade de novas discussões, mas evitou dar detalhes. "Não vou cometer a deselegância de antecipar uma conversa que eu vou ter com ele", tratou o ministro.


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