Justiça aceita queixa-crime de Lucas Bove contra ex-mulher

quinta-feira 26 fevereiro de 2026, às 16h 27min
Justiça aceita queixa-crime de Lucas Bove contra ex-mulher
Resumo

O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou a queixa-crime do deputado Lucas Bove contra sua ex-mulher, Cíntia Chagas, por calúnia e difamação, após ela criticar sua imagem nas redes sociais. Bove é réu por violência doméstica. Uma audiência de conciliação foi realizada, mas Cíntia não compareceu devido a medidas protetivas. Ela terá dez dias para se defender.


Íntegra

O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou, na quarta-feira 24, a queixa-crime do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) contra a ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas, por calúnia, injúria e difamação.

Bove é réu em ação por violência doméstica relacionada ao período do casamento, em 2024. Na nova ação, ele afirma que Cíntia descumpriu o segredo de Justiça e promoveu "linchamento moral" nas redes sociais, com prejuízo à sua imagem pública.

A queixa foi protocolada em agosto de 2024 e incluía pedido de suspensão do perfil da influenciadora no Instagram. O Ministério Público se manifestou favorável ao prosseguimento, mas a juíza negou a suspensão das redes e propôs audiência de conciliação.

A audiência ocorreu na quarta-feira 24, mas Cíntia não compareceu. A defesa alegou que medidas protetivas a impedem de ter contato com o deputado.

Com a tentativa frustrada de conciliação, a juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves recebeu a queixa-crime. Cíntia passa à condição de ré e terá dez dias para apresentar resposta.

A defesa da influenciadora afirmou que o recebimento da queixa é ato inicial e não representa juízo de culpa. Também sustenta que a iniciativa ocorre em contexto "preocupante".

Segundo a advogada Gabriela Manssur, o deputado é réu por violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas e estaria usando o sistema de Justiça para "constranger e silenciar" a denunciante.

A nota afirma que Cíntia não responde a ação penal nem é investigada e que inquéritos anteriores foram arquivados. A defesa diz que provará que houve apenas exercício do direito de expressão e de defesa.


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