Justiça italiana suspende audiência sobre extradição de Carla Zambelli

quarta-feira 11 fevereiro de 2026, às 13h 40min
Justiça italiana suspende audiência sobre extradição de Carla Zambelli
Resumo

A audiência sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, presa na Itália desde julho, foi encerrada após cinco horas de debates e será retomada em 12 de outubro. Zambelli possui duas condenações pelo STF, totalizando 15 anos de pena, e sua defesa propôs adiamentos e questionou a imparcialidade dos juízes, sem sucesso.


Íntegra

A audiência realizada pela Justiça italiana para analisar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli foi encerrada nesta quarta-feira, 11, depois de aproximadamente cinco horas de debates. A previsão é que os trabalhos sejam retomados na quinta-feira 12.

Condenada em dois processos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-parlamentar está presa na Itália desde 29 de julho. As audiências desta semana ocorrem depois de sucessivos adiamentos solicitados pela defesa.

A primeira sessão destinada a examinar o pedido de extradição foi agendada para 27 de novembro, mas acabou remarcada duas vezes. Em 18 de dezembro, os magistrados chegaram a se reunir para deliberar sobre o caso, mas os advogados pediram prazo adicional para analisar as informações do processo.

Já a sessão seguinte, prevista para 20 de dezembro, foi novamente suspensa a pedido da defesa, que requereu a mudança da Corte responsável pelo julgamento, sob a alegação de falta de imparcialidade dos juízes. O pedido foi rejeitado em audiência realizada na última terça-feira, 10.

Carla Zambelli acumula duas condenações no STF. Na primeira, foi sentenciada a dez anos de prisão pelos crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, em associação com o hacker Walter Delgatti Neto.

Diante da decisão, deixou o Brasil e, posteriormente, foi presa em território italiano, em julho, em operação que contou com cooperação entre autoridades dos dois países.

Na segunda condenação, a ex-deputada recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Além das penas de prisão, ela foi condenada ao pagamento de multa correspondente a 400 salários-mínimos vigentes à época dos fatos, ocorridos em 2022, com atualização monetária.


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