Líder do PL envia denúncia à PGR contra Lula por fala sobre evangélicos e benefícios

terça-feira 10 fevereiro de 2026, às 08h 47min
Líder do PL envia denúncia à PGR contra Lula por fala sobre evangélicos e benefícios
Resumo

Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, protocolou uma denúncia na Procuradoria-Geral da República contra o presidente Lula, após comentários dele sobre a ligação entre evangélicos e benefícios do governo. Cavalcante argumenta que Lula cometeu abuso de poder, ao usar sua posição para influenciar o voto religioso nas próximas eleições. Ele pede investigação e responsabilização do presidente.


Íntegra

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou nesta segunda-feira uma denúncia na Procuradoria-Geral da República contra o presidente Lula (PT), após ele ter dito que "90% dos evangélicos recebem benefícios do governo". A declaração foi feita pelo mandatário ontem, durante um evento do PT na Bahia, durante um discurso. Na ocasião, o mandatário também disse que os petistas "não podem esperar que os pastores falem bem deles" e sugeriu que a aproximação com o eleitorado religioso seja feita pelos próprios militantes.

Na representação, o parlamentar afirma que, com a fala, o presidente cometeu abuso de poder político "pelo uso inadequado da máquina pública ou da autoridade inerente ao cargo para fins eleitorais para, de qualquer forma, se instrumentalizar do aparato estatal para favorecer a si próprio ao intimidar os evangélicos a votarem na esquerda no pleito eleitoral de 2026".

O deputado também citou "a gravidade da conduta", uma vez que, segundo ele, as falas do presidente "foram suficientemente relevantes para justificar a sanção, já que não existe isonomia e paridade de armas com os demais pré-candidatos ao mesmo cargo". Ao final do documento, Sóstenes pediu a instauração de um procedimento para a apuração da denúncia pela PGR, além da intimação e da responsabilização do presidente.

Ao anunciar o envio da denúncia pelo X, o parlamentar disse que o comentário feito pelo presidente "não foi uma fala infeliz". "É revelação de uma lógica autoritária: usar o Estado para tentar comprar consciência e tratar evangélicos como curral eleitoral", escreveu. O parlamentar também afirmou que "fé não se compra" e que "programa social não compra caráter".


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