Marco Buzzi diz a ministros do STJ que provará inocência

terça-feira 10 fevereiro de 2026, às 08h 44min
Marco Buzzi diz a ministros do STJ que provará inocência
Resumo

O ministro do STJ, Marco Buzzi, afirmou que provará sua inocência diante das acusações de assédio sexual, expressando estar "impactado" com as notícias. Ele negou qualquer conduta inadequada e lamentou a divulgação prematura das informações. Buzzi está internado devido a complicações, e enfrenta procedimentos administrativos e criminais. O STJ aguarda a conclusão da sindicância para determinar seu futuro.


Íntegra

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, afirmou aos seus colegas de corte que provará sua inocência diante das denúncias de assédio sexual. De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, o magistrado enviou uma mensagem em um grupo de WhatsApp dos ministros na noite desta segunda-feira, 9. Buzzi declarou estar "muito impactado" com as notícias e negou ter adotado qualquer conduta que envergonhasse sua família ou a magistratura.

Esta foi a primeira manifestação direta do ministro aos pares desde a sessão secreta realizada na última quarta-feira, 4, quando o STJ decidiu abrir uma sindicância administrativa. Segundo a Folha de S.Paulo, Buzzi permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, por causa de complicações cardíacas e emocionais. O magistrado lamentou o que chamou de "divulgação prematura de informações" e agradeceu aos colegas que lhe concederam o benefício da dúvida.

Na mensagem enviada aos colegas, o ministro destacou seus 45 anos de casamento e o apoio de suas três filhas. Ele argumentou que seu histórico familiar serve como um elemento de "coerência biográfica", embora não o utilize como prova técnica de inocência. Marco Buzzi afirmou que ainda não compreende as razões das imputações feitas contra ele, mas garantiu que os fatos serão plenamente esclarecidos por meio de uma apuração imparcial.

A sindicância aberta pelo STJ possui caráter administrativo e corre em paralelo à investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Caso as denúncias sejam comprovadas, a punição máxima na esfera administrativa é a aposentadoria compulsória. Além desses processos, o magistrado também enfrentará uma ação criminal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), onde as provas serão analisadas sob o rigor do código penal.

O afastamento médico de Buzzi e as denúncias de assédio geraram um desgaste institucional no STJ. O ministro afirmou na mensagem que sente "dor e angústia" pela exposição negativa da corte. Por causa do atestado médico apresentado, não há previsão de alta ou de retorno do magistrado às sessões de julgamento. O tribunal agora aguarda o avanço da sindicância para decidir os próximos passos sobre a permanência de Buzzi na função.


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