Mesmo com PP insatisfeito, Moro diz que candidatura ao governo do PR é irreversível

segunda-feira 9 fevereiro de 2026, às 21h 44min
Mesmo com PP insatisfeito, Moro diz que candidatura ao governo do PR é irreversível
Resumo

O senador Sergio Moro (União Brasil) declarou que sua candidatura ao governo do Paraná é "irreversível", apesar das tensões nas negociações com o Progressistas. Ele reforçou sua liderança nas pesquisas e aguardava o cumprimento de um acordo prévio de apoio. O cenário eleitoral inclui Requião Filho (PDT) e um possível sucessor do governador Ratinho Júnior (PSD).


Íntegra

O senador Sergio Moro (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira que sua candidatura ao governo do Paraná é "irreversível". A declaração ocorre em meio a tensão na negociação entre a sigla de Antonio Rueda e o Progressistas, cujo presidente Ciro Nogueira descarta a possibilidade de apoio da federação ao ex-juiz na disputa pelo Palácio Iguaçu.

— A candidatura é irreversível. Isso foi declarado pelo próprio presidente do nosso partido (União). O que a gente está preocupado é em apresentar um projeto consistente e técnico para a população paranaense — afirmou Moro em entrevista à rádio Massa FM Cascavel.

A fala do senador ocorre em um momento de forte disputa interna na federação União-PP. O impasse sobre a candidatura de Moro tem sido tratado como um dos principais focos de desgaste no processo de formalização da junção da legendas, já enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em entrevista recente ao GLOBO, no ano passado, Moro cobrou o cumprimento de um acordo prévio firmado no estado e afirmou que lidera as pesquisas com "certa folga".

— No Paraná, havia um acordo prévio do PP de que haveria o apoio à minha candidatura. A gente espera que seja cumprido. Eles não têm candidato competitivo para apresentar — disse o senador, ao reagir às declarações de Ciro Nogueira.

Em oposição à candidatura de Moro, que lidera as pesquisas, representantes do diretório estadual do PT anunciaram o apoio ao deputado estadual Requião Filho (PDT). A costura também inclui a ministra Gleisi Hoffmann (PT) na disputa pelo Senado.

Em paralelo, o governador Ratinho Júnior (PSD) também deverá escolher quem será seu sucessor na corrida pelo comando do estado em 2026. À sua disposição, colocam-se três nomes do PSD, que incluem o secretário das Cidades, Guto Silva, que teria a preferência pela proximidade com o mandatário. Além dele, são cotados o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, já cortejados para o lançamento de chapas por outros partidos. Entre os cotados, Guto Silva é visto como a escolha provável do governador.


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