Moraes impõe tornozeleira a 6º alvo de investigação sobre dados do STF

quarta-feira 25 fevereiro de 2026, às 14h 43min
Moraes impõe tornozeleira a 6º alvo de investigação sobre dados do STF
Resumo

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos do vazamento de dados do STF, sob ordem do ministro Alexandre de Moraes. Entre os alvos estão um servidor do Serpro e uma agente administrativa, que teriam acessado informações sigilosas de ministros e familiares. A operação investiga acessos irregulares e o uso de tornozeleira eletrônica foi determinado.


Íntegra

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira, 25, mandado de busca e apreensão e determinou o uso de tornozeleira eletrônica contra mais um suspeito de participar do vazamento de dados de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação.

O alvo é uma pessoa no Rio de Janeiro. Moraes já havia imposto as mesmas medidas a um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), cedido à Receita Federal do Brasil, e a um vigilante do prédio do Fisco.

No dia 17, a PF deflagrou operação contra quatro pessoas que teriam acessado dados de ministros. Entre elas, o servidor do Serpro Luiz Antônio Martins Nunes, suspeito de acessar sistemas da Receita de forma irregular e repassar informações sigilosas. A reportagem não localizou a defesa.

Também foram alvos os técnicos Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e o auditor Ricardo Mansano de Moraes. Em nota, o STF informou que foi identificado um "bloco de acessos" sem justificativa funcional.

Ruth Machado dos Santos, agente administrativa, é suspeita de acessar dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes. À PF, afirmou que fazia atendimento presencial no momento do acesso.

Mansano é investigado por supostamente acessar dados de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes, filha da advogada Guiomar Feitosa. Ele chefiava a Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório, em Presidente Prudente (SP), e foi retirado do cargo.

Segundo apuração, ele acessou dados de 2008 e 2024. A defesa afirma que se trata de "profissional de reputação ilibada" e que os fatos serão esclarecidos. Também diz não ter acesso integral às acusações.


Link da Notícia