Moraes nega TV a cabo a Braga Netto em unidade militar

sexta-feira 13 fevereiro de 2026, às 10h 40min
Moraes nega TV a cabo a Braga Netto em unidade militar
Resumo

O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido do general Walter Braga Netto para ter TV a cabo na cela, alegando que a Lei de Execução Penal não garante esse direito. Moraes solicitou que a defesa indique, em cinco dias, qual curso superior à distância Braga Netto deseja fazer para remição de pena. O general cumpre 26 anos de prisão por diversos crimes.


Íntegra

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou, na terça-feira 10, o pedido da defesa do general Walter Braga Netto para acesso a uma televisão a cabo na cela. Ele cumpre pena no Comando da 1ª Divisão de Exército, em Brasília.

Ele pediu autorização para visitas, matrícula em curso superior e instalação de TV por assinatura. Ao analisar a petição, porém, Moraes argumentou que a Lei de Execução Penal garante direitos compatíveis com a privação de liberdade.

Esses direitos, porém, não são absolutos. "Não há qualquer previsão legal que assegure ao preso o direito à posse ou à instalação de equipamentos eletrônicos, como no caso de TV a cabo", decidiu o ministro.

Além disso, Moraes determinou que os advogados informem, em cinco dias, qual curso superior Braga Netto pretende cursar na modalidade a distância para eventual remição de pena. Segundo a Lei de Execução Penal, o preso pode remir um dia da pena a cada 12 horas de estudo.

"O apenado manifestou interesse na remição da pena pelo estudo, requerendo autorização para matrícula em curso a ser realizado na Faculdade Estácio, na modalidade a distância", escreveu o ministro na decisão. "No entanto, em que pese a defesa ter apresentado a relação de cursos disponíveis, deixou de indicar qual o curso escolhido pelo apenado entre aqueles elencados, sendo a indicação do curso necessária à análise do pedido."

O ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro recebeu a condenação, pelo Judiciário, de 26 anos de prisão em regime fechado. Os crimes atribuídos a ele são: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Além disso, ele recebeu sentença por dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Ele está preso desde dezembro de 2024, acusado de obstruir a investigação sobre a suposta tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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