Motta defende Toffoli no caso Master e critica CPI: 'Querem fazer palanque'

quinta-feira 26 fevereiro de 2026, às 18h 28min
Motta defende Toffoli no caso Master e critica CPI: 'Querem fazer palanque'
Resumo

O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master e criticou tentativas de criar uma CPI sobre o tema. Segundo ele, o STF e órgãos como a PF já estão investigando irregularidades e não há justificativa para novas apurações no Legislativo, acusando a oposição de querer transformar a situação em palanque político.


Íntegra

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu, nesta quinta-feira, 26, a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, no âmbito do período em que o magistrado esteve à frente da relatoria do caso Banco Master. Além disso, o congressista criticou a tentativa de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar do tema. Segundo o político, parte do Congresso quer transformar o episódio em palanque político.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Motta afirmou que o STF cumpre seu papel institucional na condução das apurações. Ele citou também a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público como órgãos que já investigam eventuais irregularidades.

"As decisões proferidas pelo antigo relator, ministro Dias Toffoli, atenderam a todos os pedidos que o Ministério Público e a Polícia Federal fizeram", declarou o presidente da Câmara. "Penso que houve um exagero da parte da mídia e, no geral, do papel que o ministro Toffoli cumpriu."

Para o presidente da Câmara, não há justificativa para abrir nova frente de apuração no Legislativo neste momento. "Querem fazer palanque", declarou ao comentar os pedidos de convocação ligados ao caso Master.

"Acho errado mudar o escopo de CPI que estava apresentado com um intuito para querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto", defendeu o deputado. "CPI tem escopo, CPI tem fato determinado, e não é correto se pegar uma CPI para investigar aquilo que não foi o fato inicial o qual ela foi proposta, que é isso que infelizmente estamos vendo no Senado Federal."

Motta rejeitou a leitura de que a PF teria agido com exagero nas diligências envolvendo Toffoli. Ele destacou que apenas reconhece o papel desempenhado pelo ministro no processo.

A discussão ocorre em meio à pressão da oposição pela criação de comissões parlamentares para aprofundar o caso Master. Governistas defendem que a investigação siga nas instâncias judiciais. Alguns pedidos de CPI já reúnem assinaturas suficientes, mas aguardam aval dos presidentes da Câmara ou do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


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