Nikolas cobra Alcolumbre por impeachment de Toffoli

quinta-feira 12 fevereiro de 2026, às 11h 46min
Nikolas cobra Alcolumbre por impeachment de Toffoli
Resumo

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pautasse o impeachment do ministro Dias Toffoli, após reportagens sobre seu envolvimento no caso do Banco Master. Outros parlamentares, incluindo Marcel van Hattem, também se manifestaram a favor do impeachment, destacando a urgência de ações diante das novas revelações.


Íntegra

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para pautar o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Outros parlamentares também se manifestaram diante do relatório da Polícia Federal (PF) que identificou referências ao magistrado no celular do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

"Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado", escreveu Nikolas em publicação no X nesta quarta-feira, 11. "Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!"

Também na quarta-feira, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou que apresentará um novo pedido de impedimento. "Já estamos redigindo o impeachment de Dias Toffoli para protocolar imediatamente", afirmou. "Impossível o país assistir a um absurdo desses sem que se tomem as devidas providências. Impeachment de Toffoli, já!"

Em janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou três representações apresentadas por parlamentares da oposição que também pediam o afastamento de Toffoli da relatoria do caso.

Os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline De Toni (PL-SC) mencionaram, entre os argumentos, uma viagem do ministro a Lima, no Peru, na companhia do advogado de um dos investigados.

Gonet rejeitou as representações sem analisar o mérito. "O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República", registrou no despacho. "Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento."


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