Íntegra
A Polícia Federal executou uma medida cautelar de uso de tornozeleira eletrônica e cumpriu busca e apreensão contra um vigilante de uma agência da Receita Federal no Rio de Janeiro suspeito de envolvimento no vazamento de informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na primeira fase, na terça-feira de Carnaval, Moraes mandou a PF nos endereços dos quatro servidores para apurar os supostos vazamentos e impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de sair do país. Além disso, os auditores tiveram os sigilos telefônico, fiscal e bancário quebrados por ordem do ministro.De acordo com funcionários da Receita, há uma suspeita de que esse vigilante tenha ligações com o servidor do Serpro Luiz Antônio Martins Nunes, que atuava na Receita no Rio de Janeiro e foi um dos alvos da ação para apurar vazamentos.
A operação foi considerada excessiva pela associação que representa os auditores. O presidente da Unafisco, associação que representa os auditores, criticou as medidas. Em nota pública e em entrevista à imprensa, Kléber Cabral, lembrou que a operação foi fundamentada em inquérito instaurado há quase sete anos, o inquérito da fake news.
Cabral também mencionou que dois auditores já tinham sido investigados por supostos vazamentos em 2019, também por ordem de Moraes, mas, sem qualquer evidência, a investigação foi arquivada e os servidores foram reintegrados.
Ele chegou a dizer que é mais arriscado investigar "altas autoridades da República" do que membros do PCC, a maior organização criminosa do país. Cabral passou, então, a ser investigado por Moraes. Ele foi obrigado a prestar depoimento à Polícia Federal.