PSD de Kassab filia 6 deputados do PSDB

quinta-feira 5 fevereiro de 2026, às 19h 21min
PSD de Kassab filia 6 deputados do PSDB
Resumo

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, aumentou sua influência em São Paulo ao articular a filiação de seis deputados estaduais do PSDB, alterando o cenário político na Assembleia Legislativa. A migração, prevista para março, reduz drasticamente a bancada tucana, que ficará com apenas duas deputadas. O movimento gera tensões no PSDB e reconfigura o mapa partidário paulista, impactando as próximas eleições.


Íntegra

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ampliou sua influência política em São Paulo ao articular a filiação de seis deputados estaduais do PSDB à sua sigla. O movimento redesenha o cenário partidário na Assembleia Legislativa paulista (Alesp) e reduz drasticamente a presença tucana na Casa.

A articulação foi consolidada depois de encontros entre Kassab e parlamentares em São Paulo. Entre os deputados que decidiram migrar estão nomes tradicionais do PSDB, como Rogério Nogueira, Mauro Bragato, Barros Munhoz, Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary e Carlão Pignatari. Além deles, Dirceu Dalben, do Cidadania, também confirmou a ida ao PSD.

As filiações devem ocorrer formalmente em março, durante a janela partidária. Com isso, a bancada tucana, que já vinha encolhendo ao longo dos últimos anos, ficará reduzida a apenas duas deputadas estaduais, alterando de forma significativa o equilíbrio político na Alesp.

O gesto de Kassab reforça a estratégia de expansão do PSD, que busca consolidar espaço nas assembleias estaduais e fortalecer sua posição nas eleições de 2026. A aproximação com os parlamentares ocorreu depois de conversas individuais e um encontro político na capital paulista, no qual o dirigente apresentou o projeto da sigla e a perspectiva de crescimento eleitoral.

Nos bastidores, o movimento é visto como uma reconfiguração do tabuleiro partidário no maior colégio eleitoral do país. A migração em bloco não apenas amplia a bancada do PSD, como também fragiliza uma legenda que historicamente dominou a política paulista por décadas.

A ofensiva gerou reação imediata no PSDB. Lideranças do partido classificaram a iniciativa como uma espécie de cooptação política e criticaram a forma como os quadros foram atraídos. O episódio expôs o clima de tensão dentro da base política estadual e reacendeu disputas por espaço e protagonismo.

Analistas avaliam que o episódio simboliza uma mudança mais profunda no mapa partidário paulista. Com o PSD ganhando força e o PSDB perdendo nomes influentes, a Assembleia passa a refletir uma nova correlação de forças, com impacto direto nas articulações futuras e nas disputas eleitorais que se aproximam.


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