Ranking dos Políticos: Congresso apoia o BC e reprova o STF no caso Master

terça-feira 10 fevereiro de 2026, às 11h 47min
Ranking dos Políticos: Congresso apoia o BC e reprova o STF no caso Master
Resumo

Uma pesquisa do Ranking dos Políticos revelou que parlamentares avaliam positivamente a atuação do Banco Central (BC), com cerca de 70% de apoio na Câmara e 77% no Senado. Em contraste, o Supremo Tribunal Federal (STF) é amplamente criticado, com mais de 50% dos deputados considerando sua atuação ruim ou péssima. O levantamento indica uma preferência do Congresso por instâncias técnicas ao invés do Judiciário.


Íntegra

Uma pesquisa do Ranking dos Políticos revelou que parlamentares enxergam de maneira distinta a atuação do Banco Central (BC) e do Supremo Tribunal Federal (STF) no episódio da liquidação do Banco Master. Enquanto a autarquia recebe avaliações majoritariamente positivas, a Corte acumula críticas contundentes, especialmente entre os deputados.

O levantamento mostra que cerca de 70% dos deputados classificaram a atuação do BC como excelente, boa ou regular. No Senado, o índice chegou a 77%.

Por outro lado, o STF enfrenta um cenário completamente diferente. Mais da metade dos deputados classificou a atuação da Corte como ruim ou péssima, sendo que 34,3% escolheram a pior avaliação possível. No Senado, a reprovação também aparece em destaque, com 63% de respostas negativas.

Entre parlamentares de direita, a opção "péssima" dominou: alcançou 75% na Câmara e 83,3% no Senado. No centrão, prevaleceu uma crítica fragmentada, com percentuais semelhantes entre as avaliações regular, ruim e péssima. Na Câmara, 24,1% dos deputados de esquerda atribuíram a pior nota ao STF.

Para o diretor do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, os dados indicam uma preferência clara do Congresso por instâncias técnicas. Segundo ele, a pesquisa mostra que parlamentares enxergam o BC como mais confiável do que o STF, especialmente quando decisões judiciais geram efeitos econômicos sensíveis.

"Mesmo fora do campo ideológico mais crítico, o Supremo não consegue construir uma percepção amplamente positiva", declarou. "Isso sinaliza um incômodo institucional que vai além da polarização política."

Segundo Arruda, o grau de insatisfação pode impulsionar propostas que visam restringir competências do Judiciário. Essas medidas buscariam dar maior previsibilidade às decisões e estabelecer limites à sua atuação em temas econômicos.

Realizado entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro, o levantamento ouviu 108 deputados federais de 18 partidos e 30 senadores de 12 siglas. A margem de erro é de 6,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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