Renan apresenta projeto para pôr em lei complementar regras de funcionamento do FGC

sexta-feira 20 fevereiro de 2026, às 13h 46min
Renan apresenta projeto para pôr em lei complementar regras de funcionamento do FGC
Resumo

O presidente da CAE, Renan Calheiros, apresentou o Projeto de Lei Complementar 30/2026, visando regulamentar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) por meio de uma lei complementar. A proposta busca aumentar a segurança jurídica e estabelece que o FGC será equiparado a instituições financeiras, com o CMN definindo sua fiscalização e regras de participação, visando proteger a poupança popular.


Íntegra

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou na quinta-feira, 19, um projeto que propõe pôr em uma lei complementar as regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), atualmente estabelecidas por resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN).

O texto surge em meio às discussões sobre as possíveis fraudes do Banco Master.

O objetivo do Projeto de Lei Complementar 30/2026 é dar mais segurança jurídica ao funcionamento do fundo, já que as regras passariam a ter força de lei.

O texto mantém várias normas vigentes e estabelece, por exemplo, que o FGC seria equiparado a instituições financeiras e definido como uma "entidade privada, sem fins lucrativos, cujos estatuto e regulamento serão aprovados pelo Conselho Monetário Nacional".

Pela proposta, caberá ao CMN definir as instituições cuja participação no FGC será obrigatória, a forma de fiscalização do FGC, além das hipóteses e a forma de liquidação do fundo.

Também ficará em lei que o CMN e o Banco Central poderão impor restrições à remuneração dos instrumentos de captação emitidos por instituições financeiras que apresentem indicadores de solidez ou governança incompatíveis com os padrões de mercado.

"Este Projeto de Lei Complementar (PLP) tem por objetivo blindar a poupança popular e o sistema de crédito contra três riscos emergentes: a insegurança jurídica sobre os mecanismos de garantia, a alavancagem excessiva de instituições com base nesses mecanismos e a baixa qualidade do capital de certas instituições financeiras", afirma Renan na justificativa do projeto.


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