STF marca sessão para julgar liminar de Dino que suspendeu penduricalhos

quinta-feira 5 fevereiro de 2026, às 19h 44min
STF marca sessão para julgar liminar de Dino que suspendeu penduricalhos
Resumo

O STF agendou para 25 de fevereiro o julgamento da liminar que suspendeu aumentos salariais no serviço público, após projetos do Congresso elevarem os custos com pessoal em R$ 790,4 milhões até 2026. O ministro Flávio Dino criticou o uso de verbas indenizatórias para ultrapassar o teto salarial e pediu regulamentação adequada. Órgãos devem rever os pagamentos em 60 dias.


Íntegra

Nesta quinta-feira, 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para 25 de fevereiro o julgamento da liminar do ministro Flávio Dino, que suspendeu penduricalhos no serviço público federal, estadual e municipal.

A decisão veio depois de o Congresso Nacional aprovar, em votação relâmpago, projetos que elevam o custo com pessoal em R$ 790,4 milhões para 2026.

Dino disse que diversos órgãos utilizam verbas ditas "indenizatórias" para turbinar salários e ultrapassar o limite permitido pela Constituição, de R$ 46.366,19.

As propostas da Câmara e do Senado criaram gratificações e "folgas indenizadas" que podem, na prática, elevar os vencimentos acima do teto dos ministros do STF.

Dino cobrou, agora, que o Parlamento edite uma lei específica para regulamentar quais verbas são admissíveis como exceção à regra.

A decisão estabeleceu ainda que órgãos de todos os níveis da Federação devem revisar as verbas pagas e suspender as que não possuem base em até 60 dias.

Dino ressaltou que apenas parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto, conforme o entendimento já consolidado pela Corte.

O ministro apontou suposto uso indevido dessas cifras como uma forma de desvirtuar o limite remuneratório imposto pela legislação brasileira.


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