STF tem maioria para considerar caixa 2 crime eleitoral e improbidade administrativa

sexta-feira 6 fevereiro de 2026, às 19h 12min
STF tem maioria para considerar caixa 2 crime eleitoral e improbidade administrativa
Resumo

O Supremo Tribunal Federal decidiu que o caixa dois é considerado crime eleitoral e ato de improbidade administrativa, podendo ser julgado por tribunais comuns e eleitorais. O voto do ministro Moraes foi seguido pela maioria. A decisão estabelece que a independência das instâncias permite a dupla responsabilização, refletindo na seara administrativa se o fato for negado na Justiça eleitoral.


Íntegra

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para considerar a prática de caixa dois como crime eleitoral e improbidade administrativa. Desta forma, o delito poderá ser julgado pelos tribunais comum e eleitoral. O caso tem repercussão geral.

"É possível a dupla responsabilização por crime eleitoral caixa dois (art. 350 do Código Eleitoral) e ato de improbidade administrativa (Lei 8.429/1992), pois a independência de instâncias exige tratamentos sancionatórios diferenciados entre os atos ilícitos em geral (civis, penais e político-administrativos) e os atos de improbidade administrativa".

O caso começou a ser julgado pelo plenário virtual em 19 de dezembro de 2025 e se encerra às 23h59 desta sexta-feira.

Moraes entendeu que, se for reconhecida na Justiça eleitoral, a inexistência do fato ou a "negativa de autoria do réu", a decisão, então, "repercute na seara administrativa".

"Compete à Justiça Comum processar e julgar ação de improbidade administrativa por ato que também configure crime eleitoral", completou o ministro do Supremo.

O voto de Moraes foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, André Mendonça, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux, Flávio Dino e Gilmar Mendes, que acompanhou o relator com ressalvas. Nunes Marques ainda não votou.


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