Tarcísio diz que investigação sobre Ramuth não afeta chapa de 2026 em SP

segunda-feira 23 fevereiro de 2026, às 14h 52min
Tarcísio diz que investigação sobre Ramuth não afeta chapa de 2026 em SP
Resumo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, minimizou a investigação do vice, Felício Ramuth, que é acusado de lavagem de dinheiro. Ele afirmou que isso não afetará a chapa para 2026 e que Ramuth, que nega irregularidades, já prestou explicações. Pesquisas indicam que Tarcísio venceria diversos adversários em um eventual confronto para reeleição.


Íntegra

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a investigação contra o vice, Felício Ramuth (PSD), não deve afetar a formação da chapa à reeleição em 2026. "Fofoca antes de eleição sempre tem", declarou nesta segunda-feira, 23, durante evento no Instituto Butantan.

Ramuth é investigado pela Justiça de Andorra, sob suspeita de ter lavado mais de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,3 milhões) em conta mantida com a mulher. Ele nega irregularidades e afirma que os valores foram declarados à Receita Federal.

Tarcísio disse que o caso é antigo e consta na declaração de bens da mulher desde 2009. "Para mim é uma coisa que não tem nada a ver", afirmou. Segundo ele, o próprio vice já prestou esclarecimentos à Justiça e à imprensa.

Em nota, o governo paulista declarou que não há processo aberto no Brasil e que não existe acusação formal contra o vice nem sua mulher. Segundo o comunicado, a investigação envolve o banco AndBank, em Andorra, e não há nova oitiva agendada.

Ramuth pleiteia novamente o cargo de vice em 2026 e é visto no Palácio dos Bandeirantes como um dos favoritos à chapa, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL).

O governador Tarcísio de Freitas vence em todos os cenários de primeiro e segundo turno simulados para as eleições do governo do Estado em 2026, segundo uma pesquisa do Paraná Pesquisas publicada em 11 de fevereiro.

Em três cenários de primeiro turno em que seu nome é avaliado, Tarcísio repetiria o feito de 2022 e venceria o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O placar seria de 51% a 27,7%.

O vice-presidente da República e ex-governador de SP, Geraldo Alckmin (PSB), também seria derrotado, com placar de 48,5% a 29,9%. Por fim, Marcio França, ministro do Empreendedorismo de Lula e ex-governador de São Paulo, perderia para Tarcísio por 52,8% a 18,5%.


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