Técnicos do TCU sugerem arquivar processo sobre festas de Vorcaro

sexta-feira 20 fevereiro de 2026, às 13h 44min
Técnicos do TCU sugerem arquivar processo sobre festas de Vorcaro
Resumo

Técnicos do TCU recomendaram arquivar a investigação sobre a presença de autoridades em festas de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Trancoso (BA), por falta de evidências ligadas à gestão de recursos públicos. O subprocurador Lucas Furtado questionou a situação, buscando identificar participantes e possíveis implicações. As festas, conhecidas como "Cine Trancoso", atraíram atenção nacional, mas carecem de confirmação jurídica.


Íntegra

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendaram o arquivamento do processo que analisa a presença de autoridades dos Três Poderes em festas promovidas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Trancoso (BA). O parecer está no gabinete do relator, ministro Jorge Oliveira.

A Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros afirmou que o TCU não tem competência para tratar do tema, por ausência de evidências de ato relacionado à gestão de recursos públicos federais. Segundo a área técnica, não há interesse público configurado no caso.

O pedido de investigação partiu do subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao TCU. Ele solicitou a identificação dos participantes e a adoção de medida cautelar para evitar eventual perda de provas.

A representação também pediu a análise de possíveis impactos dos "eventos" na administração pública e se Banco do Brasil, Banco de Brasília (BRB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social financiaram os eventos.

As festas organizadas por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em sua residência em Trancoso (BA), ganharam repercussão nacional depois de relatos sobre a suposta participação de autoridades dos Três Poderes nos eventos.

Os encontros, que ficaram conhecidos como "Cine Trancoso", eram descritos como celebrações privadas de alto padrão, com lista restrita de convidados. Reportagens afirmam que havia controle rigoroso de acesso e limitação ao uso de celulares.

Há ainda menções, em relatos extraoficiais, à presença de convidados estrangeiros e de mulheres apresentadas como "modelos". Essas informações, contudo, não foram confirmadas em âmbito jurídico e constam apenas em reportagens e representações protocoladas.


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