Toffoli aparece em celular de Vorcaro, e PF encaminha caso a Fachin

quarta-feira 11 fevereiro de 2026, às 20h 26min
Toffoli aparece em celular de Vorcaro, e PF encaminha caso a Fachin
Resumo

A Polícia Federal apresentou ao STF novos pedidos de investigação sobre o Banco Master, baseados em dados de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco. As evidências incluem conversas entre Vorcaro e o relator Dias Toffoli, aumentando preocupações sobre a imparcialidade do ministro. A PF aguarda instruções sobre as apurações, enquanto o Supremo se divide sobre o caso.


Íntegra

A Polícia Federal (PF) entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, novos pedidos de investigações relacionadas ao Banco Master. O material, obtido em aparelhos telefônicos de Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição, abre ao menos três novas frentes de apuração e menciona, além do relator do caso, Dias Toffoli, pessoas com foro de prerrogativa de função no STF e também sem foro.

Segundo o site Uol, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou o material pessoalmente a Fachin na última segunda-feira, 9, em reunião que está registrada na agenda do ministro. Há informações de que a corporação agora aguarda "encaminhamento técnico e jurídico" para cada uma das averiguações.

Entre os novos achados há uma série de conversas entre Toffoli e Vorcaro. O fato aprofunda a percepção de que havia uma relação próxima entre ambos. Como Toffoli relata uma das apurações relacionadas ao Master no STF — e integrantes do Congresso também aparecem no conteúdo apreendido —, a PF espera pela posição de Fachin sobre novos pedidos de investigação, além de análise sobre o material que cita o magistrado.

Toffoli é alvo de uma série de questionamentos sobre a condução do caso desde o início da apuração. As críticas ganharam volume depois da revelação de que a família do ministro tem um resort pelo qual fez uma série de transações milionárias com fundos ligados ao Master.

Agora, com a descoberta de que o ministro e Vorcaro mantinham conversas, a crise tende a se aprofundar. O Supremo está dividido sobre o que fazer diante do caso. Desde o início, Toffoli afirma que não há motivo para se declarar impedido de julgar o caso Master que está sob a sua relatoria e envolve a tentativa de compra da instituição pelo BRB.


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