UE diz que não aceitará aumento nas tarifas dos EUA após decisão da Suprema Corte

domingo 22 fevereiro de 2026, às 14h 31min
UE diz que não aceitará aumento nas tarifas dos EUA após decisão da Suprema Corte
Resumo

A Comissão Europeia exigiu que os EUA respeitem o acordo comercial firmado no ano passado após a Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Donald Trump, suscitando novas taxas. A Comissão pediu clareza sobre as medidas a serem adotadas, destacando que tarifas imprevisíveis prejudicam o comércio transatlântico e confiabilidade nos mercados globais, em contrariedade ao que foi acordado.


Íntegra

A Comissão Europeia exigiu neste domingo (22) que os Estados Unidos cumpram os termos do acordo comercial entre a UE e os EUA alcançado no ano passado, depois que a Suprema Corte norte-americana derrubou as tarifas globais de Donald Trump e ele respondeu com novas taxas.

A Comissão, que negocia a política comercial em nome dos 27 países-membros da UE, afirmou que Washington deve fornecer "total clareza" sobre as medidas que pretende tomar após a decisão da corte.

Depois que a corte derrubou as tarifas globais de Trump na sexta-feira, o presidente dos EUA anunciou tarifas temporárias e generalizadas de 10%, que ele então aumentou para 15% um dia depois.

"A situação atual não é propícia para um comércio e investimento transatlântico 'justo, equilibrado e mutuamente benéfico', conforme acordado por ambas as partes" na declaração conjunta que estabelece os termos do acordo comercial do ano passado, afirmou a Comissão. "Acordo é acordo."

Essa declaração foi muito mais contundente do que a resposta inicial da Comissão na sexta-feira, que havia dito apenas que estava estudando o resultado da decisão da Suprema Corte e mantendo contato com o governo dos EUA.

O acordo comercial do ano passado estabeleceu uma tarifa de 15% para a maioria dos produtos da UE, com exceção dos abrangidos por outras tarifas setoriais, como as aplicáveis ao aço. Também permitiu tarifas zero para alguns produtos, como aeronaves e peças sobressalentes. A UE concordou em eliminar as taxas de importação sobre muitos produtos dos EUA e retirou a ameaça de retaliar com impostos mais elevados.

"Em particular, os produtos da UE devem continuar a se beneficiar do tratamento mais competitivo, sem aumentos nas tarifas além do teto claro e abrangente previamente acordado", disse o Executivo da UE, acrescentando que tarifas imprevisíveis são perturbadoras e minam a confiança nos mercados globais.


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