Venezuela recebe mais de 1,5 mil pedidos de libertação sob nova lei de anistia

domingo 22 fevereiro de 2026, às 13h 41min
Venezuela recebe mais de 1,5 mil pedidos de libertação sob nova lei de anistia
Resumo

A Venezuela recebeu 1.557 pedidos de perdão após aprovar uma nova Lei de Anistia, informou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Embora várias libertações estejam em andamento, organizações de direitos humanos criticam a medida como restritiva, sem proporcionar alívio a muitos presos políticos. Até agora, mais de 600 continuam detidos, segundo o Foro Penal.


Íntegra

Caacas (Reuters) – A Venezuela recebeu até sábado 1.557 pedidos de perdão e libertação após a aprovação de uma nova lei de anistia, informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

"No total, 1.557 (pedidos), que estão sendo atendidos imediatamente e, neste momento, já estão sendo concedidas centenas de libertações", disse Rodríguez durante um evento em Caracas.

A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo partido governista, aprovou na quinta-feira uma Lei de Anistia que, segundo organizações de direitos humanos, é restrita e não oferece alívio a centenas de presos políticos no país, incluindo militares.

Rodríguez disse que algumas libertações estão em andamento nos centros de detenção Zona 7 e Helicoide, na capital venezuelana, sem revelar o número de pessoas beneficiadas com a medida.

A oposição venezuelana e grupos de direitos humanos denunciam há anos que o governo usa as detenções para reprimir a dissidência, acusação que as autoridades negam.

O governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, começou a libertar gradualmente os detidos após a captura do líder Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, em meio a críticas de grupos de direitos humanos e famílias que afirmam que o processo é lento e sem transparência.

A organização não governamental venezuelana Foro Penal afirma que mais de 600 presos políticos permanecem encarcerados, uma recontagem atualizada que inclui aqueles cujas famílias, com medo, não informaram previamente sobre sua detenção.


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