Viana anuncia recurso ao STF para prorrogar CPMI do INSS

segunda-feira 23 fevereiro de 2026, às 18h 49min
Viana anuncia recurso ao STF para prorrogar CPMI do INSS
Resumo

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, anunciou que irá recorrer ao STF para prorrogar os trabalhos da comissão por mais 60 dias. Ele afirma que já possui as assinaturas necessárias, mas enfrenta resistência interna no Congresso. Viana destaca a importância de mais tempo para analisar documentos e realizar convocações, enfatizando que a reta final envolve casos complexos.


Íntegra

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a prorrogação dos trabalhos da comissão por pelo menos mais 60 dias. Segundo ele, o pedido já enviado ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP) conta com o número de assinaturas exigido pela Constituição, mas ainda não foi formalmente lido no plenário.

"Eu vou recorrer ao Supremo para a prorrogação da CPMI com a confiança de que nós podemos ser vitoriosos com base em outros casos que já aconteceram nessa Casa", afirmou Viana. "Nós temos todas as assinaturas. Nós temos a Constituição a nosso favor."

De acordo com o senador, haveria uma "resistência interna" para que o requerimento avance no Legislativo: "O pedido nem protocolado foi ainda para ser lido, ou seja, há uma manobra administrativa interna".

Interpelado se a resistência partia das lideranças do Legislativo, Viana limitou-se a dizer: "Basta ver o que está acontecendo".

Viana argumenta que a comissão precisa de mais tempo para concluir a análise de documentos e deliberar requerimentos de quebra de sigilo e convocações pendentes.

"É a nossa última grande possibilidade de deliberar quebras de sigilo e convocações", destacou. "Se nós não conseguirmos prorrogar a CPMI, nosso prazo terá ficado muito curto em relação aos documentos que nós estamos solicitando. Então, quinta é um dia fundamental."

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O presidente da comissão afirma que a reta final dos trabalhos envolve nomes mais influentes e estruturas mais complexas, o que exige aprofundamento técnico e jurídico.

"O importante é a gente avançar", ressaltou Viana. "A gente não recuou um passo. Pelo contrário, a gente vem igual numa corrida de obstáculos. Toda vez a gente tem que pular um obstáculo. Mas nós não recuamos em nada. A CPI avançou e muito. Nessa reta final vão sobrando só o que a gente pode chamar de peixe graúdo. Só os mais importantes com grandes advogados. Esses têm conseguido, infelizmente, as decisões, mas nós vamos lutar."


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