Zema critica atuação de Toffoli e Moraes no Master e marca ato na Paulista

segunda-feira 23 fevereiro de 2026, às 06h 23min
Zema critica atuação de Toffoli e Moraes no Master e marca ato na Paulista
Resumo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em vídeo, questionando sua conduta no caso do Banco Master e convocando manifestações na Avenida Paulista. Ele destacou a "farra dos intocáveis" no Brasil e expressou indignação sobre a falta de prestação de contas, relembrando a impotência da população durante a Lava Jato.


Íntegra

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou vídeo na noite deste domingo (22) com críticas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, principalmente pela atuação no Banco Master, e convocou manifestação na avenida Paulista no próximo domingo (dia 1º).

"Por que tem tanta pressão para parar a investigação do Banco Master?", pergunta Zema no início do vídeo, destacando que o Brasil virou a "farra dos intocáveis". "São os que mandam, mas não prestam contas, são os que julgam, mas não podem ser julgados, são os que vivem acima da lei."

O arquivamento da chamada arguição de suspeição se deu por "perda de objeto"

No vídeo de pouco mais de um minuto, Zema questiona a atuação de Toffoli no caso Master. "O Toffoli já saiu do caminho. Mas como é que alguém vai julgar um banco do qual ele mesmo era sócio?", pergunta o governador mineiro, questionando ainda como um ministro que sempre viveu de salário público arruma dinheiro para ser sócio de um resort de luxo. "A conta, a gente sabe, não fecha."

Zema também cita Moraes ao mencionar "autoridade com contrato de R$ 129 milhões", por conta de serviços do escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, acertados com o Banco Master.

Zema diz ao final do vídeo que a primeira chance de resolver as coisas com os "intocáveis" no Brasil foi na Operação Lava Jato. "O Brasil foi para a rua, o povo pressionou, nós acreditamos. Mas no fim, anularam tudo e a farra continuou", afirma Zema. "Agora a história se repete, mas agora pode ser diferente."


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